Dar com os burros n'água


O termo "dar com os burros n'água" nasceu com os tropeiros do Brasil colonial, quando as riquezas (ouro, cacau e café) escoavam no lombo de burros ou malas.

Os torturantes caminhos muitas vezes atravessavam regiões alagadas, onde os animais podiam morrer afogados, e o dono ficava com o prejuízo.

Daí a expressão, usada quando alguém fracassa mesmo depois de se esforçar.

Autor: Josias Brepohl. Meditações Luz e Vida.

Por que a vaca engorda se ela come mato?


Você já se perguntou como as vacas conseguem ser tão gordas comendo apenas pasto? O gado bovino é uma espécie ruminante, que tem um sistema digestivo preparado para comer e digerir apenas vegetais.

As vacas comem uma quantidade muito grande de mato e capim, e passam boa parte do dia mastigando o alimento. Os animais têm 3 pré-estômagos, também chamados de retículo, rúmen e omaso. Nesses órgãos, a grama passa por um processo de fermentação que contribui para a digestão dos alimentos fibrosos.

Os bois também têm a ajuda de bactérias, protozoários e fungos para digerir os alimentos que consomem durante o dia. Nesse processo, o animal consegue extrair toda a energia e os nutrientes que necessita dos vegetais, o que torna mais fácil a atividade de engorda do gado.

Comendo apenas capim, as vacas conseguem alcançar uma marca de até 500 quilos. Assim, é possível afirmar que a vaca engorda comendo apenas mato porque seu sistema digestivo e seu organismo são preparados para isso.

Por: Juliana Miranda

Fonte: www.sitedecuriosidades.com

Pesquisadores criam bateria dobrável que carrega celular em um minuto


Cientistas americanos construíram uma bateria flexível de alumínio que, segundo eles, pode se transformar na alternativa barata, segura e muito rápida aos modelos existentes. Além disso, ela pode ser totalmente recarregada em menos de um minuto.

O protótipo de bateria é uma pequena bolsa contendo alumínio para um eletrodo e espuma de grafite para outro eletrodo, tudo cercado por um sal líquido especial.

Além da rapidez no recarregamento, os cientistas afirmam que ela é muito mais segura e duradoura que as atuais baterias de lítio, comuns em dispositivos eletrônicos como smartphones. A bateria também dura mais do que as pilhas alcalinas.

"Desenvolvemos uma bateria recarregável de alumínio que pode substituir os dispositivos atuais que, ocasionalmente, pegam fogo", disse o autor da pesquisa Hongjie Dai, da Universidade de Stanford, na Califórnia.

"Nossa nova bateria não vai pegar fogo nem se você perfurá-la", acrescentou. E um vídeo feito pelos pesquisadores mostra que a bateria até continua funcionando por um período curto depois de ser perfurada.

Os cientistas divulgaram os resultados obtidos com a nova bateria na revista especializada Nature.

Leve e barato

Por ser um material leve e barato, o alumínio vem atraindo o interesse de muitos setores nos últimos anos, mas isto nunca resultou em um produto viável até o momento.

Mas, a chave para esta nova bateria foi a escolha do material para o eletrodo positivo (o cátodo) que vai com o alumínio do eletrodo negativo (ou ânodo). O grafite, uma forma de carbono na qual os átomos formam folhas finas e planas, tem uma performance muito boa e também é leve, barato e disponível.

Para conectar os dois eletrodos, a bolsa é preenchida com líquido.

"O eletrólito é, basicamente, um sal que é líquido e está na temperatura ambiente, então é muito seguro", disse o estudante Ming Gong, outro autor do projeto.

Outro ponto crucial é que a bateria pode completar mais de 7,5 mil ciclos (recargas) sem perder nada de sua capacidade, muito mais do que a maioria das baterias de íons de lítio e centenas de vezes melhor do que as baterias experimentais que também usam alumínio.

O dispositivo também é capaz de gerar dois volts, o mais alto que uma bateria de alumínio já chegou. E também uma capacidade maior do que o 1,5 volt gerado por pilhas alcalinas.

No entanto, ela fica atrás da geração de energia das baterias de íons de lítio usadas em smartphones e laptops.

"Nossa bateria produz cerca de metade da voltagem de uma bateria de lítio. Mas melhorando o material do cátodo, poderemos, no futuro, aumentar a voltagem e a densidade da energia", disse o professor Dai.

Mesmo com a baixa voltagem em relação às baterias usadas hoje, a equipe já conseguiu juntar duas destas baterias experimentais, conectar a um adaptador e carregar um smartphone em um minuto.

Além disso, os cientistas sugerem que este tipo de bateria será muito útil para dispositivos com telas flexíveis, uma das propostas para a próxima geração de dispositivos eletrônicos.

"Nossa bateria tem tudo o que você sonha que uma bateria deveria ter: eletrodos baratos, segurança, carregamento em alta velocidade, flexibilidade e longo ciclo de vida. Acho que são os primeiros dias de uma nova bateria. É muito animador", disse Dai.

Desafio

Para Clare Grey, especialista em química de materiais da Universidade de Cambridge, a nova bateria pode ser uma grande mudança e o "método de armazenar as cargas dentro do grafite", desenvolvido pelos cientistas de Stanford, "é bem esperto".

Mas, ela acredita que transformar este protótipo em um produto para ser comercializado em larga escala será um desafio. Um dos problemas, para Clare, é que colocar íons entre as folhas do grafite pode acabar fazendo com que o material fique se contraindo e expandindo, o que "é ruim para a bateria".

"E também, quanto maior forem as folhas de grafite, mais os íons terão que ficar difusos, então eles ficarão mais lentos. Então, parte da razão pela qual as taxas (apresentadas pela bateria) ainda são altas é que usa plaquetas muito pequenas de grafite", explicou.

Mesmo com estes problemas, a pesquisadora ainda tem muito interesse nesta nova bateria.
"Acho muito animador e nos mostra novos caminhos sobre como poderíamos fazer este tipo de química funcionar."

Jonathan Webb
Repórter de ciência da BBC News

Como iluminar um quarto por 40 dias só com uma batata


O pesquisador Haim Rabinowitch e seus colegas dedicaram os últimos anos a tentar criar aparelhos "movidos a batata" - extraindo energia elétrica do tubérculo.

A ideia parece absurda, mas o cientista da Universidade Hebraica de Jerusalém em Israel, diz que, com placas de metal, fios e lâmpadas, é possível gerar energia assim.

"Uma batata tem potência suficiente para iluminar um quarto com lâmpada LED por 40 dias", diz o Rabinowitch.

Os princípios desta técnica já são ensinados há anos nos colégios e conhecidos desde 1780, quando o italiano Luigi Galvani fez as primeiras experiências do tipo. Mas a tecnologia desenvolvida em laboratório aumenta muito a potência.

A bateria com material orgânico é criada com auxílio de dois metais: um ânodo (um metal como zinco, com eletrodos negativos) e um cátodo (cobre, que possui eletrodos positivos). O ácido dentro da batata forma uma reação química com o zinco e o cobre que libera elétrons, que fluem de um material para o outro. Nesse processo, a energia é liberada.

'Super batata'

Em 2010, os cientistas da universidade de Jerusalém começaram a fazer experiências com diversos tipos de batatas para descobrir como aumentar a eficiência energética.

Eles descobriram que uma medida simples - cozinhar as batatas por oito minutos - quebra os tecidos orgânicos e reduz a resistência, facilitando o movimento dos elétrons e produzindo mais energia.
Outra mudança pequena - fatiar a batata em quatro ou cinco pedaços - aumentou a eficiência energética em até dez vezes.

Esses testes conseguiram comprovar que pode ser economicamente viável usar as batatas como fontes de energia.

"É energia de baixa voltagem, mas é suficiente para construir uma bateria que poderia carregar telefones celulares ou laptops em lugares onde não há rede de energia", diz Rabinowitch.

A análise de custos que eles fizeram sugere que uma batata cozida ligada a placas de cobre e zinco pode gerar energia a um custo de US$ 9 por quilowatt-hora. O custo da energia gerada por uma pilha alcalina AA de 1,5 volt chega a ser 50 vezes maior. As lâmpadas de querosene - usadas em muitos ambientes remotos para iluminação - costumam ser seis vezes mais caras.

Alimento ou fonte de energia

Por que, então, as batatas não são usadas em todo o mundo como fonte de energia?

O mundo produziu, em 2010, 324 milhões de toneladas de batatas. O alimento é plantado em 130 países. É barato, fácil de ser estocado e dura muito tempo.

Com 1,2 bilhão de pessoas sem acesso a luz elétrica no mundo, a batata poderia ser a resposta. Rabinowich sugere que a falta de divulgação sobre a potencial da batata como fonte de energia elétrica é parte do problema. Mas autoridades dizem que a questão é mais complexa. Com tanta fome no mundo, o uso de alimentos como fonte de energia é polêmico. "A primeira pergunta a se fazer é: há batatas suficiente para comermos", pergunta Olivier Dubois, autoridade em recursos naturais da FAO, agência da ONU para agricultura e alimentos. Há lugares em que isso seria impraticável. No Quênia, a batata só perde para o milho como fonte de alimentação.

Em outros países, há pesquisas para explorar a criação de energia com alimentos abundantes localmente. No Sri Lanka, pesquisadores estudam a forma de otimizar o uso da energia elétrica com bananas. As mesmas técnicas - cozinhar e fatiar - funcionaram.

Os custos de se desenvolver uma tecnologia desse tipo e distribuir entre pessoas que necessitam de energia elétrica podem parecer economicamente viáveis. Fabricar placas de zinco e cobre é mais barato do que uma lâmpada de querosene. Mas ainda há outro tipo de resistência à técnica.

Gaurav Manchanda vende painéis solares no Quênia, que são colocados nos telhados de casas. Ele diz que muitos dos seus clientes não procuram apenas seu produto devido à eficiência energética ou preço.

"Eles precisam ver valor no produto, não só em termos de desempenho, como também de status social", conta Manchanda. Uma bateria a base de batatas não é algo que impressione muito a vizinhança.

Por Jonathan Kalan
Da BBC Future

Cientista cria guarda-chuva inteligente para coletar dados sobre o clima


O cientista Rolf Hut, da Universidade de Tecnologia Delft, na Holanda, tem um plano ambicioso: transformar cada guarda-chuva do mundo em uma pequena estação meteorológica.

E ele já tem um protótipo. Seu invento usa um pequeno sensor que detecta gotas de chuva que caem sobre o tecido do guarda-chuva e envia informações por bluetooth, um tipo de rede sem fio, para um celular, que por sua vez transmite os dados para um computador.

Na visão de Hut, milhares desses equipamentos em ação trariam melhorias significativas para a medição do clima.

"Hoje usamos satélites e radares, mas não medimos a chuva conforme ela atinge o solo, como costumávamos fazer. É muito caro manter um aparelho de medição tradicional", disse o pesquisador à BBC.

"Por isso, o número desses aparelhos em uso por agências meteorológicas está caindo, e isso é um problema no gerenciamento de recursos hídricos ou para a pesquisa hidrológica porque não há mais como ter em mão dados suficientes como antes."

Autor: Jonathan Amos, Correspondente de tecnologia da BBC News, de Viena
Foto: Rolf Hut
Fonte: BBC Brasil

Cientistas criam novo tipo de plástico reciclável 'por acidente'


Pesquisadores americanos criaram por acidente uma nova variedade de plástico reciclável, segundo um estudo publicado na revista Science.

A descoberta poderá ser usada para fazer peças rígidas e gelatinosas e aplicada na fabricação de carros, aviões e eletrônicos mais baratos e menos poluentes.

Jeanette Garcia (foto), do centro de pesquisa da IBM em San Jose, nos Estados Unidos, descobriu o novo tipo de plástico ao esquecer de incluir um dos três componentes de uma reação química para produzir um tipo de plástico conhecido como "thermoset".
"Acabei com esse pedaço de plástico na mão e tinha que descobrir o que era", disse Garcia à BBC.

"A primeira coisa que fiz foi pesquisar a literatura científica para ver se isso já tinha sido feito antes, porque achava que sim já que se tratava de uma reação química bastante simples."

Por ser leve e resistente, o plástico "thermoset" é usado em carros modernos e aeronaves, muitas vezes misturado a fibras de carbono.

Mas nenhum tipo deste plástico podia ser reciclado - até agora.

A nova variedade pode ser dissolvida em ácido, o que a reverte a seus componentes originais, que podem ser reutilizados.

Autor: Jonathan Webb, Repórter de ciência da BBC News
Fonte: BBC Brasil

Cientistas britânicos criam bolhas que carregam imagens e cheiros


O estouro da bolha das empresas do setor de tecnologia já foi por demais comentado, mas, agora, cientistas da Universidade de Bristol, na Grã-Bretanha, acreditam que sua tecnologia de produzir bolhas que carregam imagens e cheiros pode ter um futuro promissor.

O equipamento SensaBubble produz bolhas capazes de transmitir mensagens curtas, exibir cores e exalar odores quando são estouradas.

O homem por trás da tecnologia, professor Sriram Subramanian, do departamento de Ciência de Computação, diz que o maior objetivo da equipe que desenvolveu o sistema é criar superfícies para transmitir informações.

"Estamos interessados em criar experiências novas e incríveis para as pessoas. Pense no seu laptop ou telefone. Você não pode enfiar o dedo na tela", diz.

A tecnologia está atraindo o interesse do setor de alimentação em shopping centers. O professor imagina um futuro em que uma rede de padarias soltará bolhas pela praça de alimentação contendo por exemplo cheiro de enroladinho de salsicha para conquistar clientes.

Por outro lado, a técnica de propaganda pode se tornar em um pesadelo de cheiros competindo pela preferência dos consumidores.

Autor: Rory Cellan-Jones, Correspondente de Tecnologia, BBC News
Fonte: BBC Brasil

Concentração perdida com uso de tecnologia 'pode ser recuperada'


Você já se distraiu de uma tarefa para checar seu perfil nas redes sociais? Ou perdeu uma conversa na mesa do restaurante porque estava respondendo mensagens no smartphone?

Para Larry Rosen, professor da Universidade Estadual da Califórnia e pesquisador da chamada "psicologia da tecnologia", você não está sozinho: a capacidade média de concentração dos participantes de suas pesquisas é de apenas 3 a 5 minutos. Depois disso, eles se distraem, sem conseguir terminar seus estudos ou trabalhos.

O problema tende a se acentuar à medida que nos tornamos cada vez mais inseparáveis de tablets e smartphones - e as consequências podem ser ruins para nossa capacidade de ler, aprender e executar tarefas.

"Se ficamos trocando de tarefa, nunca passamos tempo o bastante para nos aprofundarmos em nenhuma delas. Três minutos certamente não bastam para estudar", diz Rosen, autor de livros sobre o impacto social da tecnologia. Sua próxima obra, em conjunto com um neurocientista, se chamará justamente The Distracted Mind (A Mente Distraída, em tradução livre).

Autora: Paula Adamo Idoeta
Fonte: BBC Brasil em São Paulo

Empresa cria dispositivo para 'transmitir' cheiros pelo celular


Uma empresa japonesa está lançando um dispositivo capaz de emitir cheiros para acompanhar mensagens enviadas pelo celular.

O dispositivo, batizado de Scentee, se conecta a um iPhone e libera odores sob o comando do celular.

O Scentee possui uma série de cartuchos especiais com odores específicos, que podem ser combinados para criar outros cheiros.

O dispositivo deve ser lançado no Japão no mês que vem.

Gás fedido
"Se você está de muito bom humor e quer mandar uma mensagem agradável para seu amigo, pode mandar com um perfume", comenta o professor de computação da City University London Adrian Cheok, que ajudou a desenvolver o dispositivo.

"Mas também é possível mandar um gás fedido, se você teve um dia ruim", observa.
Cheok acredita que o dispositivo poderá ter muitas aplicações diferentes no futuro.
"Imagine, por exemplo, que seu pop-star preferido possa lhe enviar uma mensagem de celular, mas com um cheiro junto", diz.

A ideia de transmitir cheiros não é exatamente nova.

Nos anos 1960, um sistema chamado Smell-O-Vision foi criado para emitir cheiros durante a projeção de um filme, para que os espectadores pudessem acrescentar um sentido à experiência de ir ao cinema.
O projeto não vingou e acabou abandonado.

Fonte: BBC Brasil

Suco de fruta pode aumentar risco de diabetes


Comer mais frutas, particularmente mirtilos (as blueberries), maçãs e uvas tende a reduzir o risco de desenvolvimento de diabetes do tipo 2, segundo um estudo publicado no British Medical Journal.

No entanto, tomar de sucos de frutas pela manhã, tido por muitos como um hábito saudável, aumenta os riscos da doença, devido à maior quantidade de açúcar (um suco leva mais frutas do que as regularmente ingeridas em estado bruto) e à rápida absorção pelo corpo.

O mirtilo diminui o risco de diabetes tipo 2 em 26%, enquanto outras frutas, servidas em três porções diárias, reduzem em 2%.
A pesquisa acompanhou a dieta de 187 mil pessoas nos Estados Unidos. Destas, 6,5% desenvolveram a doença.
A diabetes tipo 2 corresponde a 90% dos casos da doença, segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes.
Os pesquisadores usaram questionários para observar a frequência do consumo de frutas e quais as porções.

As frutas em questão eram uvas ou passas, pêssego, ameixa, damascos, pera, maçã, laranjas, toranja (grapefruit), morangos e mirtilos.

A análise dos dados recolhidos mostraram que três porções semanais de mirtilo, uva, passas, maçã e peras reduziam significativamente o risco do tipo 2 da doença.

Fonte: BBC Brasil